Grupo Moreno
 
Sustentabilidade / Moscas do Estábulo
 
 

ENTENDENDO O PROBLEMA: MOSCAS-DOS-ESTÁBULOS.

 

  A Stomoxys calcitrans (imagem à esquerda) é um inseto da ordem Diptera, que reúne insetos como as moscas, mosquitos, pernilongos, borrachudos, mutucas, varejeiras e mosca das frutas; conta com cerca de 120.000 espécies divididas em mais de 100 famílias, taxonomicamente possuem cabeça móvel, olhos compostos grandes podendo conter ou não ocelos, o aparelho bucal é sugador. O mesotórax em geral é desenvolvido contendo um par de asas membranosas mediamente ramificadas, o par posterior de asas é atrofiado. Essas asas atrofiadas são conhecidas como halteres ou balancins possuindo a função de equilíbrio durante o vôo. Suas pernas são ambulatórias, o abdome possui primeiro segmento bastante reduzido e fundido ao segundo, os demais segmentos são transformados em genitália. Algumas espécies apresentam dimorfismo sexual em determinadas partes do corpo. A reprodução dessa ordem é sexuada sendo a maioria ovíparas (postura de ovos) existindo algumas espécies vivíparas (dão origem à proles jovens, sem a postura de ovos).

 

      A postura dos ovos pode ocorrer em via úmida ou em meio líquido que varia de acordo com a adaptação de cada espécie, com a eclosão dos ovos surgem as larvas vermiformes, que possuem hábitos variados podendo se desenvolver em meio terrestre ou aquático, sendo encontradas larvas de dípteros em materiais líquidos como água, licores fermentados (Drosophila melanogaster) e até em petróleo (Psilopa petrolei), ou ainda em meio terrestre a custa de matéria orgânica em decomposição, carcaça de animais mortos, excrementos ou ainda como parasitas de pragas agrícolas, do homem e de animais, tamanha a adaptação dessa ordem de insetos. Na fase adulta, em geral são terrestres, podendo se alimentar de várias substâncias, sendo hematófagos (alimentando-se de sangue) ou polífagos (alimentando-se de várias substâncias como açúcares, néctar, suor, etc.), muitas espécies apresentam importância agrícola, médica e veterinária.

 

    Do ponto de vista agrícola temos como exemplo a larva-minadora, a mosca-das-frutas e a mosca-da-madeira que causam grandes prejuízos econômicos. A importância médica está relacionada aos mosquitos sugadores de sangue que podem transmitir malária, dengue, febre-amarela, encefalite, entre outras doenças. A mosca-doméstica pode transmitir ocasionalmente tifo e disenteria, a mosquinha lambe-olhos pode ser vetor da conjuntivite, além da mosca-varejeira e da mosca-do-berne. Com relação ao interesse veterinário temos a mosca-varejeira que quando põe seus ovos em feridas de animais causam bicheiras; a mosca-do-berne que causa miíase (se alimenta de liquidos e tecidos dos hospedeiros) e a mosca-do-chifre que transmite o mal-das-caeiras-dos-equinos.

 

     Conhecida popularmente como “mosca-dos-estábulos”, a Stomoxys calcitrans possui aproximadamente 0,5 cm de comprimento e é muito parecida com a mosca doméstica e por ser um inseto hematófago, é passível de estar associado à transmissão de diversos patogênicos, estando ela distribuída amplamente pelo território nacional. A postura dos ovos ocorre em material orgânico em decomposição ou fermentação podendo ser de origem animal ou vegetal desde que possua umidade relativa elevada. No local de estudo ocorre um habitat favorável à procriação desses insetos devido à presença e substâncias ricas em matéria orgânica como acúmulo de fezes de animais em currais, restos de alimentos em cochos, canais e locais com acúmulo de vinhaça, ou ainda onde exista cobertura vegetal morta (palha) sobre solo agrícola.

 

     O principal problema que a mosca-dos-estábulos proporciona aos animais é a irritabilidade, causada pelas picadas nas patas e ventre dos animais. O total de danos que essa mosca pode provocar depende, naturalmente, do grau de infestação nos animais (GUIMARÃES, 1983; GUIMARÃES, 1984).

 

 

VOCÊ SABE COMO SE REPRODUZ A “MOSCA-DO-ESTÁBULO”?

     A mosca-do-estábulo se reproduz em dias quentes sobre matéria orgânica em decomposição, tais como esterco úmido misturado na palha da cana-de-açúcar, cascas de arroz e capim, assim como em locais com vinhaça acumulada. Cada fêmea vive cerca de 20 a 30 dias e coloca de 200 a 400 ovos durante seu ciclo de vida. A mosca pode voar até 100 km de distância do seu local de origem.

 

 

LOCAIS COMUNS DE REPRODUÇÃO NAS PROPRIEDADES RURAIS:

 - Esterqueiras, cascas de arroz, casca e palha de café, feno, silagem e outros resíduos;

 - Cochos com restos alimentares em áreas de confinamento;

 - Estábulos, currais e granjas com acúmulo de esterco e restos de alimento, silagem, feno, casca e palha;

 - Materiais orgânicos tal como a vinhaça quando gerenciada de maneira inadequada (empoçamentos).

 

 

LOCAIS DE REFÚGIO DESTA MOSCA EM DIAS MAIS QUENTES SÃO:

- Matas, seringueiras, laranjais e cafezais.

 

 

CONHEÇA AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO:

     O controle da “mosca-do-estábulo” depende da união de todos. O Grupo Moreno trabalha ativamente no combate à proliferação deste inseto a partir de ações preventivas e em parceria com as Casas da Agricultura locais, órgãos ambientais, pecuaristas e parceiros agrícolas, através de:

 

 - Comunicação direta com as Casas da Agricultura locais e agências ambientais regionais;

 - Adequada gestão dos procedimentos de aplicação e controle da vinhaça nas áreas de fertirrigação e cumprimento da Norma Técnica CETESB P4.231/06;

 - Boas Práticas Agrícolas tais como aração ou gradagem leve para mistura da cobertura vegetal morta (palha da cana-de-açúcar) e torta de filtro ao solo, de modo que não haja empoçamento da vinhaça;

 - Monitoramento quantitativo das moscas-do-estábulo em áreas verificadas como de maior incidência e proliferação deste inseto;

 - Palestras de conscientização e participação da sociedade civil sobre o problema;

 - Apoio e orientação aos pecuaristas na limpeza de currais, estábulos e áreas de pastagem, principalmente aquelas em que há depósito temporário de material orgânico como estercos;

 - Orientação sobre a instalação de lonas sobre os estoques de esterco, casca, palha, feno e silagem mantidos nas propriedades, tal como o correto manejo e armazenamento desses materiais e outros resíduos;

 - Aração ou gradagem leve para mistura da palha da cana-de-açúcar e torta de filtro ao solo, de modo que não haja empoçamento da vinhaça no solo.

 

 

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL PARA ACESSO À INFORMAÇÃO:

      O Grupo Moreno participa a sociedade civil sobre o problema através da distribuição de materiais orientativo e palestras de conscientização.

 

 

SOLICITE MAIORES INFORMAÇÕES OU ENVIE SUAS DÚVIDAS PARA:

      meioambiente@usinamoreno.com.br





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